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Possíveis áudios sobre o acidente Lamia com o Chapecoense revelam: Será que a Ganância acima da vida humana?

Áudios vazados nesta quarta-feira podem confirmar uma das teorias sobre a causa do acidente com o avião da Chapecoense que vitimou 71 pessoas.

Parte 1: A gravação supostamente mostra a última conversa entre Miguel Quiroga, piloto da aeronave, com a torre de controle do aeroporto José María Córdova, de Medellín (COL). Na conversa, o condutor alega falta de combustível e declara emergência pouco antes de bater no Cerro Gordo, uma região montanhesa vizinha à cidade colombiana. As autoridades locais não confirmam e nem desmentem a veracidade dos arquivos.

Saiba mais: 

 
 
 

O diálogo se espalhou por redes sociais e foi divulgado por veículos de imprensa da Colômbia na tarde desta quarta-feira. O áudio completo tem 11 minutos e 21 segundos de duração e envolve os quatro aviões que estavam perto do aeroporto (das companhias VivaCololmbia, Lamia, Avianca e Latam). Porém é na parte final que a conversa se torna muito mais tensa.

Aos 4min40 do áudio, Quiroga pede permissão para se aproximar pois tem “emergência de combustível”. Porém é informado que terá de esperar o pouso do Viva Colombia que havia declarado emergência anteriormente.

Piloto: Lamia 2933 solicita vetores para aproximação.
Torre de controle: Atento, tenho aeronave abaixo efetuando aproximação e … Que tempo tempo tem para permanecer em em sua aproximação Lamia?
Piloto: Tenho emergência de combustível. Por isso de uma vez peço curso final.
Torre de controle: Conversa com outro avião
Piloto: Necessito descenso imediato, Lamia 2933.

Nos 17 segundos seguintes, a controladora desvia o avião da Latam que tinha indicação de aproximação e se comunica novamente com o voo da Lamia.

Torre de controle: “Capitão, você tem dois um zero, preciso baixá-lo de nível. Teria que virar para a sua direita para começar o seu descenso.
Piloto: Negativo, senhorita. Estamos iniciando o descenso.

A controladora então descia o avião da Avianca e dá novas instruções para a aproximação do Lamia. Nisso, já se registravam 6min58 no áudio.
Então passam-se cerca de três minutos, até que a comunicação entre o Lamia e a torre seja retomada de forma mais intensa e de forma crítica. São os últimos momentos no ar.

Piloto: Senhorita, Lamia 2933, falha elétrica, falha elétrica total e, sem combustível.
Torre de controle: Pista livre e esperando chuva sobre a superfície Lamia2933. Bombeiros em alerta.
Piloto: Certo senhorita, vetores à pista.
Torre de controle: Não tenho você no radar. Não sei que rumo tem agora.
Piloto: Rumo 360, 360.
Torre de controle: Pela esquerda….você se encontra. Pela esquerda com rumo 350.
Piloto: Esquerda 350, senhorita
Torre de controle: Está a 0,1 milha do (…) de Rio Negro. Não o tenho com altitude.
Piloto: 9 mil pés, senhorita. Vetores, vetores!
Torre de controle: Está a 8,2 milhas da pista
Piloto: Jesus!
Torre de controle: Que altitude tem agora?
Outra voz na torre de controle: Já não responde.

A reportagem entrou em contato com a Aeronáutica Civil da Colômbia, órgão que está liderando as investigações sobre as causas do acidente. Porta-voz da agência, Uriel Bedoya não confirmou ou desmentiu que a veracidade do áudio. Disse apenas que a gravação é “manipulada” e que a apuração segue em curso, dando a entender que os trechos vazados podem fazer parte da gravação original.

A investigação, informam as autoridades de Medellín, será feita de forma tripartite, dividida entre Colômbia, Brasil e Bolívia, de onde partiu o avião. Nesta quarta, às 18h, uma coletiva de imprensa na cidade colombiana deve fornecer atualizações sobre a apuração das causas do acidente.

Parte 2: Ao fim do vídeo, pode-se ouvir um possível fornecedor (Dono de Hangar na Colômbia) que afirma conhecer o procedimento da Lamia sobre combustível e afirmando que voar no limite do combustível é normal. O avião tinha 2965 milhas de autonomia, já tinha voado 2976 milhas  e faltavam ainda mais de 20 milhas para aterrizar.

Esse fornecedor afirma que o motivo da queda foi Pane seca, e o mais estarrecedor é que o piloto não avisou da pane, pois nessas condições a legislação da Colômbia prevê multa milionária a companhia, que poderia, segundo áudio” quebrar a empresa. Em outros áudios afirma que a Conmebol indicava essa companhia e teria interesses comercial.

Será que a Ganância falou mais alto que a vida humana?



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